Quantas vezes você já quis pedir ajuda, mas hesitou? Talvez por receio de incomodar, de parecer inadequado ou até de não saber exatamente como formular o pedido. Essa sensação é mais comum do que parece — e, muitas vezes, acaba nos impedindo de criar conexões valiosas.
Em um mundo cada vez mais conectado, networking não é mais sobre quantidade de contatos, e sim sobre a qualidade das relações que construímos. A diferença está na intencionalidade: saber por que você está se conectando, o que busca e como pode agregar valor na troca.
Por que a intencionalidade faz diferença
Vivemos na era da hiperconexão: grupos, posts, eventos e conversas acontecem o tempo todo, e oportunidades surgem a cada instante. Mas, ao mesmo tempo, nunca foi tão fácil cair em interações superficiais.
Ter intencionalidade no networking não significa planejar cada detalhe ou calcular cada palavra, e sim ser claro nos objetivos e respeitoso com o tempo e o espaço dos outros.
Um pedido genérico pode se perder no meio de tantas interações. Já um pedido claro, objetivo e genuíno tem muito mais chance de gerar engajamento, confiança e até abrir portas para novas oportunidades.
Separei algumas dicas que me ajudaram durante a minha trajetória, e compartilho aqui, que acredito funcionaram bem para criar conexões com mais impacto:
1. Seja específico no pedido
Clareza é um presente. Quanto mais objetivo for o seu pedido, maior a chance de receber respostas úteis e rápidas.
Menos efetivo:
“Alguém pode me ajudar com networking?”
Melhor abordagem:
“Estou buscando referências de líderes que atuam com prevenção a fraudes em fintechs. Alguém poderia me indicar nomes ou artigos?”
Por que funciona:
A outra pessoa entende exatamente o que você precisa.
Facilita a contribuição de quem pode ajudar.
Cria um ambiente colaborativo e produtivo.
2. Construa antes de pedir
Networking é sobre plantar antes de colher. Interaja, participe e mostre interesse genuíno pelo trabalho e pelas iniciativas de outras pessoas.
Algumas ideias práticas:
Comente posts relevantes e reconheça conquistas.
Compartilhe artigos, insights e cases que possam ajudar a rede.
Participe ativamente de grupos, fóruns ou comunidades do seu setor.
Esse movimento gera presença e confiança. Quando chega a hora de pedir, o contato já está estabelecido e o diálogo flui com mais naturalidade.
3. Mostre como pode retribuir
Pedir ajuda não precisa ser um caminho de mão única. Sempre que possível, deixe claro como você também pode contribuir:
“Se alguém puder indicar materiais sobre KYC/KYB, posso compartilhar uma análise recente sobre tendências regulatórias que preparei no meu time.”
Essa postura:
Equilibra a relação.
Demonstra autoridade e colaboração.
Cria um ciclo de troca genuíno, sem expectativa de reciprocidade imediata.
4. Respeite os espaços e os contextos
Cada canal tem uma dinâmica própria, e entender essa diferença faz toda a diferença no resultado:
Boas práticas:
Em grupos: organize o pedido com tópicos claros e diretos.
No LinkedIn: personalize a abordagem e evite mensagens-padrão.
Em qualquer espaço: contextualize o pedido em poucas linhas e evite expor informações sensíveis em canais públicos.
Compreender o tom e a dinâmica de cada espaço aumenta as chances de engajamento e mantém o ambiente saudável.
5. Cultive relacionamentos, não transações
Networking eficaz vai além de trocar cartões, adicionar conexões ou enviar mensagens-padrão. O que constrói relacionamentos duradouros são pequenos gestos:
Agradeça quando alguém te ajudar.
Atualize quem contribuiu sobre os resultados alcançados.
Reconheça as pessoas que fizeram diferença no processo.
Quando a relação não termina no pedido, mas se fortalece a partir dele, o apoio mútuo se torna mais natural e contínuo.
Um exemplo prático: a comunidade Risk Women
A Risk Women, rede que conecta mulheres de riscos, tecnologia e segurança, aplica muitos desses conceitos. Nos grupos e eventos, pedir apoio, compartilhar aprendizados e trocar experiências faz parte da cultura. O resultado? Um espaço onde as pessoas se sentem à vontade para pedir e motivadas a contribuir.
Seja em comunidades como a Risk Women, no LinkedIn ou em eventos presenciais, a chave é a mesma: criar conexões genuínas, baseadas em confiança e colaboração.
Na próxima vez que precisar de apoio, experimente seguir uma dessas dicas. Observe a diferença na forma como as portas se abrem 🙂















Uma resposta
E se for tímida como eu, começar quebrando o gelo, para buscar algo em comum para com o outro, ajuda a criar conexões. Importante lição que aprendi na mentoria!! 😉
Parabéns pelo artigo, Lygia! São ótimas dicas para termos sempre em mente!